… do Ion Timofte
27/11/2018
… do camião da Coca-Cola
11/12/2018

… da série ‘Allo ‘Allo

Todos se lembram de ‘Allo ‘Allo, e mais importante, todos gostam de ‘Allo ‘Allo. Uma série com a qualidade da BBC, com frases que ainda hoje estão na memória de todos.

‘Allo ‘Allo foi criada por Jeremy Lloyd David Croft, que souberam tratar de um assunto tão sério como a Segunda Guerra Mundial, com um humor que cativava tudo e todos. Transmitida pela BBC entre 1982 e 1992, a série tornou-se um êxito em todos os países onde era passada, tendo tido 85 episódios e 9 temporadas.

Portugal não foi excepção, com o programa a ser transmitido pela RTP por diversas vezes ao longo destas décadas, quase sempre em horário nobre, nos seus diversos canais, o primeiro, o segundo e mais recentemente na RTP Memória. Era um daqueles programas que unia a família em redor do televisor, já que agradava aos mais velhos e aos mais novos. Humor britânico no seu melhor.

A série teve direito a uma peça de teatro, também ela de sucesso, que chegou a ser encenada por cá já em pleno Século XXI, com João Didelet no papel principal, e foi rir do começo ao fim. A qualidade do texto conquista diversas gerações. e esse é um dos segredos por ainda hoje ter tanto sucesso.

O excelente elenco que dava vida aos textos, era parte integral deste sucesso, com as suas personagens a ficarem para sempre na nossa memória, juntamente com algumas frases memoráveis. Todos sabíamos quando Michelle (Kirsten Cooke), da Resistência Francesa, ia começar a falar, com o seu “Listen very carefully, I shall say zis only once“, ou que quando o Leclerc (Jack Haig) aparecia disfarçado, diria “It is i, Leclerc“.

Curiosamente foram 3 actores a dar vida a Leclerc, quando Haig faleceu, trocou-se por um irmão com o mesmo nome, mas esse actor saiu depois de uma só temporada. Mas a pior substituição foi a da criada Maria (Francesca Gonshaw) por outra chamada Mimi (Sue Hodge), para desgosto dos jovens rapazes que viam a série.

Quase todas as personagens femininas tinham uma paixoneta por René (Gordon Kaye), um herói relutante, cobarde e egoísta, que não era nenhum adónis, mas tinha sempre uma mulher bonita nos seus braços, para desgosto da sua mulher Edith (Carmen Silvera). Acabou por ficar com a sua criada Yvette (Vicki Michelle), que sempre suspirou pelos seus abraços apertados.

O café era como uma personagem da série, era lá que se desenrolava muitas das cenas, onde se escondia o mítico quadro da Madonna das maminhas grandes, se escutava as cantorias desafinadas de Edith, onde ríamos com a entrada esbaforida do polícia que não sabia falar francês e onde os dois aviadores ingleses se escondiam, no quarto da mãe de Edith. Também era por lá que encontrávamos os inimigos, os alemães invasores (e mais tarde um italiano também).

O coronel Kurt Von Strohm (Richard Manner) e o capitão Hans Geering (Sam Kelly) eram um par bastante divertido, que apenas queriam fazer algum dinheiro extra para a reforma, e tinham que ter cuidado para que o temível oficial da Gestapo Herr Otto Flick (Richard Gibson) não descobrisse nada.

Eram ajudados pela secretária Helga (Kim Hartman), e por vezes pelo tenente Hubert Gruber (Guy Siner) que tinha ele também um fraco por René. Uma típica série britânica, com poucos episódios por temporada, algo que mudou quando começaram a ser transmitidos pelos Estados Unidos, fazendo-se mais episódios do que o habitual. Paul Adam entrou para o lugar de Croft nas três últimas temporadas.

Quem mais era fã desta série?

 

 

1 Comment

  1. Tiago R. diz:

    Vi há tempo a série e adorei

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *